Acabei o post interminável.
E, pra variar, ficou irrisório e muito diminuto perto do que eu queria expressar.
Pensamentos aleatórios I
terça-feira, 20 de maio de 2008
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CLEPAW (3)
sábado, 17 de maio de 2008
Primeiro, um texto que eu havia lido há algum tempo e achei interessante... Não liguem para o estilo meio "auto-ajuda"; ele realmente me feez refletir bastante ao fim de uma fase que exigia desesperadamente de mim isso: sair da zona de "conforto" (que há meses não estava tão confortável assim).
Segundo, dez bichinhos super-hiper-mega-ultra fofos que achei num blog. Cute e kawaii até não poder mais! *_*
E por último, um jogo viciante e ótimo para descontar a fúria daqueles dias de TPM braba. Adoreeeei (se alguém conseguir passar daquela mulher-montanha bizarra, me avise!)
Enjoy it!
Blindness
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Finalmente ganhei (de aniversário) o livro Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago. Claro que do meu namorado, que já tinha lido a obra e sabia da minha vontade em lê-la. Isso tem mais ou menos uns cinco anos... Lembro-me de que estava no período entre o resultado do vestibular e o início das aulas na UFF, e queria aproveitar a Bienal do Livro daquele ano (2003) para comprar algum título que falasse mais sobre Jornalismo. Catei listas na internet e me deparei com uma que incluia esse do Saramago entre os livros "que todo jornalista deveria ler". Estranhei, por ser uma ficção que sequer citava jornais ou repórteres. Mas fiquei apaixonada quando li completamente a sinopse.
Não pude comprá-lo na época, por falta de uma graninha a mais. Mas sempre ia "namorá-lo" na FNAC, passando os olhos na capa, na contra-capa, no verso, na primeira página - e no preço, claro. Depois, a natural falta de tempo e o volume de leitura da faculdade me impediram de ficar matutando a compra de mais um livro - embora, confesso, eu tenha comprado e lido alguns outros de literatura, é verdade. O fato é que acabei deixando pra lá, pensando "um dia eu compro". Até que me chegou um namorado, longe de ser simplesmente um qualquer, que reacendeu esse meu interesse na obra. Quando ouvi falar na possibilidade de ver a história no cinema, ainda mais dirigida pelo Fernando Meirelles, então, surtei geral. I need to reed (and watch) this!
O lance é que, hoje, não consigo mais deixar O Ensaio sobre a Cegueira na estante. Mesmo não tendo lido mais do que quatro páginas no fim-de-semana por motivos alheios à minha vontade. Em menos de dois dias, só em algumas viagens possíveis de ônibus (!), já cheguei à página 55. É muito bom! Pelo menos até agora...
Assustador também, é fato. E a cada página ele se revela ainda mais assustador. E, mais do que isso, vai prometendo ser muito mais assustador algumas páginas adiante. Não no sentido de pregar sustos, mas... bom, quem já o leu, vai entender. E quando penso nas passagens que o Lucas me contou por alto, fico ainda mais angustiada. Principalmente ao acompanhar o blog sobre o filme...
Ah é!! Era justamente disso que queria falar: o Fernando Meirelles fez um blog falando sobre o processo de "construção" de Blindness. Os relatos são ótimos, vale a pena ler (para quem é fã do cara ou está louco para assistir à fita). Quem quiser ver o (também ótimo) teaser, dê uma olhada aqui.
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Tags: blindness, blog, Ensaio cobra a cegueira, filme, livro, Saramago
Ontem fiz 23 anos
sábado, 10 de maio de 2008
Aniversário é uma coisa engraçada. As pessoas te dão parabéns... Mas parabéns pelo quê? Por mais um ano de vida? Seria algo como "parabéns, você conseguiu sobreviver neste mundo cruel, cercada de malucos, por mais 12 meses!". Deve ser...
* * *
É, chega uma certa idade em que você se olha no espelho e percebe que realmente cresceu. Onde está aquela garotinha que eu conhecia tão bem? Talvez ainda se debatendo dentro de mim, lutando para não ser esquecida totalmente. Ou, talvez, esteja atrás de mim, a uns dez metros, acenando. "Tchau, Nicky. Foi bom estar com você... na medida do possível".
* * *
Como disse um colega meu ontem, pelo menos pra uma coisa serve o orkut: memória. Mas, ainda assim, muita gente se esqueceu (ou fingiu esquecer, haha!) do meu aniversário. Gente de quem eu lembro com alguma freqüência até. E também foram pouquíssimas pessoas na comemoração à noite (ok, eu chamei muito menos gente esse ano. Mas metade não foi porque não quis). Tudo bem, foram-se os tempos em que eu ficava deveras frustrada e magoada e triste por causa disso. Enfim, o saldo foi positivo: pessoas realmente importantes se importaram, e é isso o que importa, não é mesmo? E recebi uma carta e um cartão que umedeceram meus olhos e me fizeram pensar em uma frase que parece tirada de livro de auto-ajuda ou agenda de menininha, mas é muito significativa: amigos de verdade são como diamantes. Raros, mas preciosíssimos!
* * *
Eu podia ter ganhando um aumento de presente da empresa, não? XD
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Tags: amizade, aniversário, idade, parabéns
Enjoy my own jukebox
terça-feira, 6 de maio de 2008
... pensado por Nicky mais ou menos às 15:16 1 pensamentos alheios
Coisas que só sabe quem é mulher
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Eu nem sabia, mas ontem foi o dia nacional da mulher. Sinceramente, acho desnecessário, tremenda besteira esse lance de "dia internacional" e "dia nacional"... a gente acaba se lembrando só de um mesmo.
Mas enfim. Nem era disso que eu queria falar. É que justamente ontem me deparei com dois ocorridos meio inusitados. Assim, "nada demais". Mas me deixaram pensando em como é difícil ser mulher...
(Não, prometo que não farei um post ultrafeminista quase-femista subversivo e revoltado contra os homens. Não desta vez :P)
O primeiro parece bobo, mas me deixou incomodada. Estava eu indo para o trabalho de 2016, quando uma moça, que estava sentada ao lado de um cara logo à minha frente, se levantou e sentou-se ao meu lado com uma cara meio irritada. Ao olhar para ela, a moça me explicou, por sinais, que o cara da frente estava roçando seu braço no dela proposital e incessantemente. Ela cutucava o sujeito, e ele nem aí... continuava se esfregando na coitada. É foda, viu... Tem gente que é muito sem-noção - principalmente nos ônibus! E não venham me dizer "ah, não é nada demais... Essas coisas acontecem, são normais", porque pra mim isso continua sendo um absurdo!
Bom, o segundo caso é mais comovente. Ossos do ofícios. Estou fazendo uma matéria sobre mulheres que querem engravidar mas ainda não conseguiram. A assessoria de um hospital conseguiu uma personagem para eu entrevistar, e eu caí na besteira (ou não) de ligar pra ela, ontem, às 19:10. Só que a mulher tinha moh história triste e, no meio da conversa, começou a chorar... Pior: eu também me emocionei com a história e chorei junto! Tentando resumir: ela tem 41 anos e seu maior sonho é ser mãe. Viu que não conseguia, e resolveu fazer vários tratamentos, tomar remédio e tudo mais... O problema é que anos depois ela descobriu que era o marido (e não ela) que era infértil - e quando ela soube disso, já estava com uma idade avançada para a maternidade.
A única solução, no caso dela, seria uma inseminação artificial. Mas de acordo com a profissional que a atendeu, o procedimento não sairia por menos de R$ 15 mil, dinheiro que ela não tem. Pra piorar a situação, ela teve que tirar um dos ovários por causa de um câncer, e tem medo de que o problema passe para o outro. Então ela está correndo contra o tempo. Olha, moh droga, viu? Ela diz que ninguém consegue entendê-la, que as pessoas banalizam esse desejo dela, e mais aquele papo de "se você não teve filho, é porque Deus não quis, e se deus não quis, é porque é melhor assim e você tem que ACEITAR". mas, como ela falou, ninguém sabe o que ela passa e o que sofre. É uma situação realmente delicada...
Não pude simplesmente agradecer e desligar o telefone. Eu ficaria ainda mais arrasada. Em vez disso, lembrei-me de um ótimo especialista em reprodução humana que já havia entrevistado e dei o telefone dele para ela. Era o mínimo que eu podia fazer, embora acredite que não possa fazer muito mais que isso.
A menos que uma alma infinitamente bondosa e caridosa, que habite o corpo de algum milionário, por acaso visite este humilde (e desabilitado) blog, se comova e queira ajudar... (ok, Nicky, vai sonhando!)
... pensado por Nicky mais ou menos às 11:30 1 pensamentos alheios
Tags: infertilidade, maternidade, mulher, ônibus, revolta, tristeza
