Constantemente me pego com um sentimento de culpa bastante familiar por não conseguir mudar as coisas ao meu redor ou não fazer pequenas (ou grandes) transformações na minha vida. Concordo que muitas vezes o receio supera a iniciativa. Mas quer saber? É apenas mais um daqueles pensamentos programados, daquelas idéias que parte da sociedade atual tenta me impor ou vender como "a melhor solução". Não é em todos os casos ou a qualquer momento que se faz necessária uma revolução. Eu simplesmente não TENHO que mudar. Nem sempre isso nos faz ter benefícios, muito pelo contrário...
Pra ser sincera, chego a não entender - ou melhor, sinto pena de pessoas instáveis. Parei de ter inveja delas há muito tempo. Para mim, elas são tão inseguras como as que descrevi no post anterior. Uma pessoa é inconstante por quê? Porque ela não se satisfaz com nada, porque ela não consegue ser feliz ou ter paz com o que tem - por isso quer sempre mais, coisas diferentes, experiências impulsivas. No fundo, quem acha tanta satisfação em continuar se transformando, quem só fica aliviado sem se sentir "parado", nunca encontra satisfação ou alívio de verdade. E, em muitos casos, pode perder tesouros preciosíssimos para sempre...
Pessoas assim morrem de medo da palavra rotina e a abolem como se fosse algo extremamente negativo. Não é. Pode ser em muitos casos, mas não é necessariamente ruim. Posso dar N exemplos... (ok, não tenho muito tempo para descrevê-los, sorry)
Pois é. Faço, aqui, uma defesa clara da estabilidade. É claro que mudanças são essenciais na nossa vida e no nosso mundo; sem elas nada evoluímos. Mas, ainda que pareça "cool", "engajado", vanguadista e o caralho, viver como uma "metamorfose ambulante" só é legal mesmo naquela música. É na estabilidade que vemos como as coisas são de fato, que podemos analisar tudo para não viver tantas surpresas desagradáveis, e é nela que construímos uma realidade, além da nossa identidade. Estabilidade não é pensar como nossos avós, muito menos deixar de aproveitar o presente - é, sim, poder ter alguma segurança de que será possível continuar tendo e fazendo escolhas (até mesmo optar por mudar ou não).
Ao contrário do que muitos pensam (de forma simplista), estabilidade não é sentar no sofá, se acomodar e ver a vida passar. É ter um motivo, um propósito, um objetivo, algo por que lutar. Estagnação é algo diferente...
Agora, instabilidade constante (paradoxo?) é coisa de gente fraca. Gente que não sabe e nunca vai saber o que quer. Gente que gosta de fugir no primeiro desgosto que enfrenta, que desiste porque "cansou", que faz drama ou se desespera por qualquer problema que aparece, que chora sem querer. Aí vêm me dizer que eu tenho medo de mudar... pois acho que é o inconstante que tem medo de ficar onde está!
Gente que troca de opinião como quem troca de canal. Admiro pessoas com personalidade E flexíveis, o que é perfeitamente possível. Mas saber ser flexível não é ser influenciável, da mesma forma que ter opiniões formadas não é sinônimo de ser um eterno cabeça-dura. Aliás, gente inconstante costuma ser tão exagerada... para eles, é tudo 8 ou 80. Não tem meio-termo, não tem equilíbrio - logo, não há como ter harmonia de jeito nenhum. Gente inconstante gosta de dizer que o é como se isso fosse motivo de orgulho. Eu acho crítico, e até lamentável.
E tem mais: somente os que são muito pacientes conseguem aturar e conviver bem com pessoas inconstantes. Mas é uma triste sina para eles... Ok, às vezes a tarefa torna-se um pouco divertida, mas não deixa de ser difícil.
Mas tudo bem; cada um é de um jeito e que bom que não somos todos iguais! Tenho amigos (e mais que amigos) assim e não deixam de ser pessoas maravilhosas (ok, hora de babar ovo! heheh). Quis apenas manifestar uma opinião e uma visão diferente do assunto. Procuro respeitar e espero o mesmo respeito sobre o que sou também.
Elogio da estabilidade
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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Tags: estabilidade, inconstante, instabilidade, opinião
Um post pensado no ponto de ônibus
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Durante esses dias, alguns fatos me fizeram lembrar da época da escola. Na verdade, ser sempre um dos alunos mais inteligentes da turma nunca foi tão bom como se pode imaginar. Não apenas por causa da constante pressão dos pais e de si mesma para tirar ótimas notas (e isso significa ser neurótica a ponto de ficar um dia inteiro deprimida por causa de um 6 ou chorar horrores depois de um 3,5 na prova). Mas, também, porque se você der mole, acaba virando escravo dos outros.
Começou no primário, quando, ao final de um teste, uma colega (que nem falava direito comigo!) me chamou de "vacilona" por eu não ter me arriscado a passar cola pra ela. Era sempre aquele esquema, né? A professora falava "prova" e neguinho quase se estapeava para se sentar perto de mim. Nessas horas, meu grupinho de amigos do peito automaticamente passava de 3 membros para 10, de forma assustadora. No recreio, eles voltavam para perguntar "ei, qual era a resposta da questão 2?", não se contentando com um "também não sei, pô". E quando eu dizia que não tinha estudado? Pior é que quase sempre era verdade, mas parecia sacanagem porque, na hora de entregar a nota, vinha de 8 pra cima. Aí fiquei com fama de CDF, vacilona e mentirosa!
Enfim. Mas o lance da escravidão nem estava aí. Foda é quando você vira o "quebra-galho" dos seus amigos. Primeiro era um "ah, me explica isso aqui", depois tinha o "poxa, não consegui estudar pra prova... me ajuda aê", até que surgia aqueles "tô com mil coisas pra fazer hoje (porque precisa recuperar nota), e não sei como que faz esse trabalho... dá pra fazer ele pra mim?". E lá ia a Santa Mônica, a Nossa Senhora dos Amigos Desesperados, para acudir os fracos e oprimidos de sua patota. Afinal, eu tinha todo o tempo do mundo...
Primeiro grau, segundo grau, até na faculdade passei por isso algumas vezes. Não que eu tenha reclamado - fazia até com prazer, na maior parte das vezes (otária ¬¬). Mas é incrível como certas pessoas não conseguem se virar sozinhas. Não são pessoas burras, não, até porque eu nunca tive muita paciência para lidar com gente estúpida. Também não são do tipo exploradores (pelo menos não a maioria), porque se não nem estariam entre minhas seletas amizades. Simplesmente são inseguras de seu potencial. Eu, com todas as minhas neuras, inseguranças e complexo de inferioridade, nunca dependi de outros para cumprir minhas tarefas individuais. Pelo menos nada que passasse de um conselho ou uma dúvida isolada. Sempre fiz questão de querer resolver por mim mesma o que estava delegado a mim. E fico boba quando vejo gente totalmente capaz e aparentemente "independente" em tantos aspectos agir como crianças que não sabem nada e não conseguem aprender o bê-a-bá do que estudaram por tanto tempo.
E fico triste também. Só fico meio puta quando isso acontece várias vezes na semana, como se eu não tivesse outras quinhentas coisas para fazer. Sozinha.
PS: Não era pra ser um desabafo. Juro.
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Tags: ajuda, amigos, dependência, desempenho, escola, infância
Sobre gatos e feminilidade
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Navegando na internet, deparei-me inesperadamente com este texto falando sobre gatos. Achei muito interessante e perspicaz, ainda que o cara tenha viajado um pouquinho sobre umas coisas da Bíblia. Gostei da teoria dele e acredito que (1) sim, os gatos são um dos mamíferos mais injustiçados do planeta; (2) a relação deles com o feminino e toda a simbologia mencionada faz sentido; e (3) eles não são nada daquilo que o "senso comum" dissemina - são, sim, apaixonantes, autênticos, fiéis, carinhosos, limpos e charmosos. E merecem todas as glórias por isso! ^^
Não quero nem pensar no que eu faria se visse alguém maltratando um gatinho... ai, nem posso imaginar!
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Tags: animais, CLEPAW, feminilidade, gatos, injustiça, mulher, preconceito
Quem decide sobre o aborto?
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Adeus, legalização do aborto. Num país como este, nem é de surpreender esta notícia. O que me surpreende ainda é o fato de apenas UMA mulher participar da votação. Em qualquer outro país civilizado e democrático sso seria um absurdo, uma contradição.
... pensado por Nicky mais ou menos às 10:04 3 pensamentos alheios
Tags: aborto, democracia, justiça, mulher
Discurso de Jefferson Peres
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Para quem ainda não sabe (= não discute política ou não lê nem vê jornal), no dia 23 de maio, perdemos um dos raros políticos com um traço de ética neste país: o senador Jefferson Peres, que representava o estado do Amazonas no Congresso.
Em agosto de 2006, antes das eleições, ele subiu à tribuna para um pronunciamento marcante, que todos deveriam ouvir. Vale a pena.Quem preferir ler o discurso, pode achá-lo transcrito aqui.
Daqui a pouco teremos outro período de eleições... Em quem votaremos?
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Tags: Congresso, discurso, eleições, ética, Jefferson Peres, política, senador
CLEPAW - Forma ou conteúdo?
domingo, 8 de junho de 2008
Muito interessante este vídeo e texto postados no Videorama. Renderia uma boa reflexão e momentos de mais teorização e discussões sobre o quão superficial, alienada e egocêntrica é a nossa sociedade.
Confesso que jamais reconheceria o cara ou mesmo o nível de qualidade da música.
Confesso que talvez um dia atribulado não me permitisse ficar tanto tempo como a moça que aparece no final.
Mas certamente eu teria um grande prazer em parar e ouvir.
Você teria?
Pensamentos aleatórios I
terça-feira, 20 de maio de 2008
Acabei o post interminável.
E, pra variar, ficou irrisório e muito diminuto perto do que eu queria expressar.
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CLEPAW (3)
sábado, 17 de maio de 2008
Primeiro, um texto que eu havia lido há algum tempo e achei interessante... Não liguem para o estilo meio "auto-ajuda"; ele realmente me feez refletir bastante ao fim de uma fase que exigia desesperadamente de mim isso: sair da zona de "conforto" (que há meses não estava tão confortável assim).
Segundo, dez bichinhos super-hiper-mega-ultra fofos que achei num blog. Cute e kawaii até não poder mais! *_*
E por último, um jogo viciante e ótimo para descontar a fúria daqueles dias de TPM braba. Adoreeeei (se alguém conseguir passar daquela mulher-montanha bizarra, me avise!)
Enjoy it!
Blindness
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Finalmente ganhei (de aniversário) o livro Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago. Claro que do meu namorado, que já tinha lido a obra e sabia da minha vontade em lê-la. Isso tem mais ou menos uns cinco anos... Lembro-me de que estava no período entre o resultado do vestibular e o início das aulas na UFF, e queria aproveitar a Bienal do Livro daquele ano (2003) para comprar algum título que falasse mais sobre Jornalismo. Catei listas na internet e me deparei com uma que incluia esse do Saramago entre os livros "que todo jornalista deveria ler". Estranhei, por ser uma ficção que sequer citava jornais ou repórteres. Mas fiquei apaixonada quando li completamente a sinopse.
Não pude comprá-lo na época, por falta de uma graninha a mais. Mas sempre ia "namorá-lo" na FNAC, passando os olhos na capa, na contra-capa, no verso, na primeira página - e no preço, claro. Depois, a natural falta de tempo e o volume de leitura da faculdade me impediram de ficar matutando a compra de mais um livro - embora, confesso, eu tenha comprado e lido alguns outros de literatura, é verdade. O fato é que acabei deixando pra lá, pensando "um dia eu compro". Até que me chegou um namorado, longe de ser simplesmente um qualquer, que reacendeu esse meu interesse na obra. Quando ouvi falar na possibilidade de ver a história no cinema, ainda mais dirigida pelo Fernando Meirelles, então, surtei geral. I need to reed (and watch) this!
O lance é que, hoje, não consigo mais deixar O Ensaio sobre a Cegueira na estante. Mesmo não tendo lido mais do que quatro páginas no fim-de-semana por motivos alheios à minha vontade. Em menos de dois dias, só em algumas viagens possíveis de ônibus (!), já cheguei à página 55. É muito bom! Pelo menos até agora...
Assustador também, é fato. E a cada página ele se revela ainda mais assustador. E, mais do que isso, vai prometendo ser muito mais assustador algumas páginas adiante. Não no sentido de pregar sustos, mas... bom, quem já o leu, vai entender. E quando penso nas passagens que o Lucas me contou por alto, fico ainda mais angustiada. Principalmente ao acompanhar o blog sobre o filme...
Ah é!! Era justamente disso que queria falar: o Fernando Meirelles fez um blog falando sobre o processo de "construção" de Blindness. Os relatos são ótimos, vale a pena ler (para quem é fã do cara ou está louco para assistir à fita). Quem quiser ver o (também ótimo) teaser, dê uma olhada aqui.
... pensado por Nicky mais ou menos às 11:21 0 pensamentos alheios
Tags: blindness, blog, Ensaio cobra a cegueira, filme, livro, Saramago
Ontem fiz 23 anos
sábado, 10 de maio de 2008
Aniversário é uma coisa engraçada. As pessoas te dão parabéns... Mas parabéns pelo quê? Por mais um ano de vida? Seria algo como "parabéns, você conseguiu sobreviver neste mundo cruel, cercada de malucos, por mais 12 meses!". Deve ser...
* * *
É, chega uma certa idade em que você se olha no espelho e percebe que realmente cresceu. Onde está aquela garotinha que eu conhecia tão bem? Talvez ainda se debatendo dentro de mim, lutando para não ser esquecida totalmente. Ou, talvez, esteja atrás de mim, a uns dez metros, acenando. "Tchau, Nicky. Foi bom estar com você... na medida do possível".
* * *
Como disse um colega meu ontem, pelo menos pra uma coisa serve o orkut: memória. Mas, ainda assim, muita gente se esqueceu (ou fingiu esquecer, haha!) do meu aniversário. Gente de quem eu lembro com alguma freqüência até. E também foram pouquíssimas pessoas na comemoração à noite (ok, eu chamei muito menos gente esse ano. Mas metade não foi porque não quis). Tudo bem, foram-se os tempos em que eu ficava deveras frustrada e magoada e triste por causa disso. Enfim, o saldo foi positivo: pessoas realmente importantes se importaram, e é isso o que importa, não é mesmo? E recebi uma carta e um cartão que umedeceram meus olhos e me fizeram pensar em uma frase que parece tirada de livro de auto-ajuda ou agenda de menininha, mas é muito significativa: amigos de verdade são como diamantes. Raros, mas preciosíssimos!
* * *
Eu podia ter ganhando um aumento de presente da empresa, não? XD
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Tags: amizade, aniversário, idade, parabéns
Enjoy my own jukebox
terça-feira, 6 de maio de 2008
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Coisas que só sabe quem é mulher
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Eu nem sabia, mas ontem foi o dia nacional da mulher. Sinceramente, acho desnecessário, tremenda besteira esse lance de "dia internacional" e "dia nacional"... a gente acaba se lembrando só de um mesmo.
Mas enfim. Nem era disso que eu queria falar. É que justamente ontem me deparei com dois ocorridos meio inusitados. Assim, "nada demais". Mas me deixaram pensando em como é difícil ser mulher...
(Não, prometo que não farei um post ultrafeminista quase-femista subversivo e revoltado contra os homens. Não desta vez :P)
O primeiro parece bobo, mas me deixou incomodada. Estava eu indo para o trabalho de 2016, quando uma moça, que estava sentada ao lado de um cara logo à minha frente, se levantou e sentou-se ao meu lado com uma cara meio irritada. Ao olhar para ela, a moça me explicou, por sinais, que o cara da frente estava roçando seu braço no dela proposital e incessantemente. Ela cutucava o sujeito, e ele nem aí... continuava se esfregando na coitada. É foda, viu... Tem gente que é muito sem-noção - principalmente nos ônibus! E não venham me dizer "ah, não é nada demais... Essas coisas acontecem, são normais", porque pra mim isso continua sendo um absurdo!
Bom, o segundo caso é mais comovente. Ossos do ofícios. Estou fazendo uma matéria sobre mulheres que querem engravidar mas ainda não conseguiram. A assessoria de um hospital conseguiu uma personagem para eu entrevistar, e eu caí na besteira (ou não) de ligar pra ela, ontem, às 19:10. Só que a mulher tinha moh história triste e, no meio da conversa, começou a chorar... Pior: eu também me emocionei com a história e chorei junto! Tentando resumir: ela tem 41 anos e seu maior sonho é ser mãe. Viu que não conseguia, e resolveu fazer vários tratamentos, tomar remédio e tudo mais... O problema é que anos depois ela descobriu que era o marido (e não ela) que era infértil - e quando ela soube disso, já estava com uma idade avançada para a maternidade.
A única solução, no caso dela, seria uma inseminação artificial. Mas de acordo com a profissional que a atendeu, o procedimento não sairia por menos de R$ 15 mil, dinheiro que ela não tem. Pra piorar a situação, ela teve que tirar um dos ovários por causa de um câncer, e tem medo de que o problema passe para o outro. Então ela está correndo contra o tempo. Olha, moh droga, viu? Ela diz que ninguém consegue entendê-la, que as pessoas banalizam esse desejo dela, e mais aquele papo de "se você não teve filho, é porque Deus não quis, e se deus não quis, é porque é melhor assim e você tem que ACEITAR". mas, como ela falou, ninguém sabe o que ela passa e o que sofre. É uma situação realmente delicada...
Não pude simplesmente agradecer e desligar o telefone. Eu ficaria ainda mais arrasada. Em vez disso, lembrei-me de um ótimo especialista em reprodução humana que já havia entrevistado e dei o telefone dele para ela. Era o mínimo que eu podia fazer, embora acredite que não possa fazer muito mais que isso.
A menos que uma alma infinitamente bondosa e caridosa, que habite o corpo de algum milionário, por acaso visite este humilde (e desabilitado) blog, se comova e queira ajudar... (ok, Nicky, vai sonhando!)
... pensado por Nicky mais ou menos às 11:30 1 pensamentos alheios
Tags: infertilidade, maternidade, mulher, ônibus, revolta, tristeza
Dos valiosos detalhes e da sutileza sublime de alguns atos
terça-feira, 29 de abril de 2008
Existem alguns detalhes, sutilezas e palavras que ganham tanto destaque em nós que acabam se trnando inesquecíveis. São aquelas coisinhas especiais que transformam uma relação comum em algo especial e único. São os granulados do brigadeiro, a cobertura no sorvete, o sal na batata frita, o catupiry na coxinha (nossa, quanto pensamento gordo... tô precisando fazer uma dieta). Enfim, são coisas que surgem quando menos se espera e têm o efeito mais impactante e indescritível que poderíamos - em vão - imaginar.
Coisas que só o amor da sua vida poderia fazer. A preocupação de lembrar de lhe dar o remédio assim que chega em casa - oferecendo, ainda, um copo d'água - ou mesmo de ir comprá-lo na farmácia. Ir rapidamente à padaria pela manhã para fazer um café gostoso especialmente pra você. Comprar aquele presente que ele "financeiramente" não deveria comprar, mas achou lindo na loja e não pensou duas vezes, sabendo que você adoraria. Não se incomodar de fazer quantas massagens (deliciosas, por sinal) forem necessárias para te ver relaxada. Olhar para o seu corpo deitado na cama e dizer "eu sou muito sortudo por ter você"... etc etc etc...
Queria poder lembrar de cada coisinha agora, mas são tantas que naturalmente perderia alguns minutos (saudosos e agradabilíssimos, por sinal) apenas nesta deliciosa tarefa. Mas, mais do que lembrar, desejo que esses detalhes jamais se escapem no tempo, não se percam por descuidos, e, principalmente, se repitam e se renovem sempre, até quanto possa durar essa vida.
É por isso que o espero. Novamente. E novamente, novamente, outra vez, pra sempre...
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A viagem... finalmente
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Eu disse que precisava de férias em Minas? Bom, digamos que só um feriado por lá já é capaz de fazer milagres!
Sim, crianças... Eu fui. Porque, um dia, tudo se resolve. Eu não disse? (ok, ok... eu mesma pouco acreditei diversas vezes, é verdade)
Indescritível sensação de realização depois de mais de um ano e meio sonhando com um momento que a cada dia parecia mais distante... Não há palavras suficientes para dizer o quanto foi especial, incrível, desejada, importante, restauradora, revolucionária e maravilhosa essa viagem.
O que o amor é capaz de fazer?
Só sei que quero voltar, quantas vezes for possível. E quero logo matar a saudade daquele que mudou a minha vida, e conhecer com ele outros tantos lugares mágicos.
E como diz aquela musiquinha:
Quem te conhece não esquece jamais... =)
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Tags: feriado, Minas, realização, sonho, viagem
Reencontro... com direito a pérolas
domingo, 13 de abril de 2008
... Mas nem tudo são horrores. Ontem reencontrei duas grandes amigas que não via há... *contando os meses*... bom, desde novembro ^^"
E fomos à praia! (é, Nicky, você tava precisando)
O melhor mesmo foi poder ouvir de novo os comentários inigualáveis da Ju. Em menos de 10 minutos, ela já me solta duas pérolas que valeram pelo resto do dia.
*ao verificar que a praia estava estranhamente vazia num sábado de sol*:
- Cara, que esquisito... Será que hoje ainda é sexta-feira e a gente esqueceu?"
- *gota*
- Ou segunda-feira.
- É, Ju. E nós dormimos durante dois dias!
*ao tentar achar a Kecca na areia*:
- Acho que é aquela ali
- Onde?
- Ih, não. Tá muito gostosa pra ser a Rebecca...
- *o.O*
- Se for a Rebecca, eu vou comer ela!
Saudades dos tempos de facul e dessas doidas...
PS: Em tempo: a Ju é hetero. hehehe
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Surtando...
Meus pesadelos continuam... Não sei o que fazer.
Em menos de duas semanas, já sonhei que estava sendo perseguida dentro da minha casa por um maluco que queria me agarrar e me prender, já sonhei que estava envolvida num jogo bizarro em que era obrigada a cumprir tarefas nem um pouco agradáveis, já sonhei que tinha sido picada por um escorpião gigante, já sonhei que andava com pessoas tenebrosas do meu passado, já sonhei que tinha saído de um restaurante sem pagar e precisava fugir da dona do estabelecimento, já sonhei que estava longe do meu namorado enquanto ele estava com pessoas que não suporto, já sonhei duas vezes que discutia feio com a minha mãe, e já sonhei que minha gata morria de forma trágica.
E continuo com crises de dor de cabeça... Quando não estou com dor de barriga. E a vontade de chorar sem(?) motivo, seguida do pensamento "eu odeio segundas-feiras"?
Moral da história: Preciso de 15 dias de férias em Minas. E isso é tudo.
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CLEPAW (2) - Sobre propagandas e bebidas
sexta-feira, 11 de abril de 2008
... ou Coisas Legais Encontradas Por Acaso na Web (eu disse que ia virar uma série). Porque, afinal de contas, na internet nada se cria, tudo se copia! \o/
Primeiramente, a (na minha opinião, boa) notícia: essa.
E não, eu não sou moralista, muito menos a favor da censura. Vira essa boca pra lá!
E está aqui o post que achei que resume bem tudo o que eu penso sobre bebida e propagandas de bebida.
Inclusive a parte que diz "não bebo".
Sim, eu sou caretésima XD
... pensado por Nicky mais ou menos às 17:33 0 pensamentos alheios
Tags: bebida, cerva, cerveja, CLEPAW, eca, mulher, propaganda
Minha gatinha (Luna) em versao virtual - e sem manchas
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Mais gostosa só a verdadeira, que me espera em casa.
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Tags: e-luna, gatinha, gato, luna, virtual pet
De volta à adolescência...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Apesar dos bons momentos, minha adolescência foi um fracasso - e a de quem não foi? Crises de identidade, paixões platônicas, fossas terríveis, conflito de gerações na família, problemas escolares, ansiedade, timidez, medo de rejeição, colegas mais falsos que uma nota de R$ 15 e por aí vai. Coisas pelas quais, até hoje, muitos ainda passamos... Mas a dor e o prazer das "primeiras vezes" são sempre incomparáveis. Tudo muito desesperador naquele tempo, mas absurdamente ridículo e digno de boas gargalhadas na fase adulta. Ah, a adolescência...
Ok, não ficarei aqui divagando sobre essa fase obscura de minha existência, até porque são 19:20 e preciso voltar pra casa (finalmente!!!). Apenas vim aqui para contar meu repentino retorno ao universo teen nos últimos dois dias. É que me encarregaram de um projeto (sim, um projeto! Nikita tá ficando pró XP) novíssimo do portal para o qual trabalho. Querem lançar uma seção teen, e pediram meu apoio na empreitada. "Ok, claro que aceito! *mesmo estando completamente e cada vez mais atolada de matérias para fazer e entregar*". E lá foi little Nicky catar Caprichos, Atrevidas, Todateens e iGirls da vida... O projeto editorial (coisa que não faço desde o meio da faculdade) tive que apresentar hoje para a diretora e, ao contrário do que imaginava, consegui sobreviver... e com louvor ainda!
Nervosismo como nos trabalhos de escola a serem mostrados para a turma, frio na barriga daqueles tempos em que chegar perto do menino que a gente gostava fazia as mãos gotejarem... Definitivamente, é dessas coisas que é feita a vida, são essas coisas que me fazem sentir viva.
E jovem, novamente.
(Como a gente esquece a fórmula da vida... E se surpreende quando a reencontra em sensações tão familiares)
... pensado por Nicky mais ou menos às 19:09 0 pensamentos alheios
Tags: adolescência, nervosismo, projeto, teen
Coisas legais encontradas por acaso na web
terça-feira, 1 de abril de 2008
*sentindo que isso ainda vai virar uma série - a C.L.E.P.A.W.*
Uma das coisas boas de se trabalhar com apuração de pautas é o tanto de páginas interessantes que por ventura achamos durante as pesquisas online. O ruim é que normalmente são tão interessantes que a gente acaba perdendo um tempo precioso nelas (mesmo que sejam "só 5 minutinhos"), o qual deveria estar sendo usado (ui, que expressão verbal terrível!) para o trabalho. Algo desesperador quando você lembra que precisa escrever oito matérias em duas semanas.
Mas o lance é que eu achei uma reportagem legalzinha da Galileu falando sobre timidez - e me identifiquei, é claro. E antes de mandar o link para o meu e-mail, pensei "por que não publicar no blog?". Parece que isso aqui vai virar um ficheiro mesmo...
:: Status: @work
... pensado por Nicky mais ou menos às 17:45 0 pensamentos alheios
Tags: artigo, CLEPAW, Galileu, reportagem, timidez
Eu e Martha Medeiros
domingo, 30 de março de 2008
(Sim, já mudei o layout... e pelo jeito vou mudá-lo periodicamente)
É a segunda vez que leio um texto da Martha Medeiros e me identifico assustadoramente. O primeiro falava de paixão platônica - obsessão da qual, feliz e finalmente, me libertei há pouco mais de um ano e meio (aqui, não poderia deixar de citar a frase-título de uma álbum da Alanis: Supposed Former Infatuation Junkie, o que, segundo a Kecca, só eu consigo pronunciar sem colar!). Bem, viagens à parte (tô parecendo um ex-professor maluco que tive na facul, que enveredava por vários assuntos diferentes, ligava uma coisa à outra, perdia o fio da meada e só no fim da aula voltava ao ponto de partida, que era o assunto que ele queria realmente queria abordar. Opa! Tô quase fazendo isso de novo ¬¬), voltemos ao tema principal: o artigo da Martha Medeiros, publicado na Revista do Globo de hoje, que ainda não encontrei disponível na web e não estou a fim de digitar... mas assim que conseguir, posto aqui. acabo de catar no Google e reproduzo para vocês (é por isso que eu amo a internet! XD):
Aprendendo a brigar
(Martha Medeiros)
Tem uma música do Lulu Santos, “Tempos Modernos”, que sempre considerei uma espécie de hino pessoal. Ficava em êxtase, principalmente quando ouvia aquela parte que diz: ”eu vejo um novo começo de era/de gente fina, elegante e sincera,/com habilidade/pra dizer mais sim do que não...” Até recentemente, era minha formula de felicidade: estar cercada de gente fina, elegante e sincera, entendendo por isso não gente de dinheiro, mas gente inteligente, sensível e com um caráter bom, estável e pacifico.
Se eu desejava isso dos outros, era porque me considerava assim também, o que é uma coisa meio narcísica, mas fazer o quê? Olhava prá trás, lembrava da minha infância, da adolescência, do início da vida adulta, e pensava: vivi dentro de um ambiente de paz e amor, que sortuda que sou.
Ei, quem é sortuda, cara pálida? Pirou?
Conversando com amigos, relatei minha dificuldade em aceitar reações bruscas de pessoas que amo, contei que nunca joguei um copo contra a parede, nunca disse um palavrão para meus pais, admiti que fico paralisada quando ouço gritos e ofensas, que não sei reagir e que o máximo de descontrole a que me permito é chorar, olha que coisa mais infantil. Meus amigos me olharam consternados. Jura? Nunca brigou feio?
Nunca. E talvez tenha me feito falta.
Pelo que vejo e ouço por aí, mulher meter o dedo no nariz do marido é normal, e ele pegá-la pelo braço e sacudi-la é mais normal ainda. Filhos serem grosseiros com os pais é saudável e, entre irmãos, não saindo morte, o resto vale.
Cliente pegar o garçom pelo colarinho para reclamar da comida fria, síndica riscar o carro do vizinho que atrasou o condomínio, está tudo dentro do esperado. Fazer sinal com o dedo médio para o motorista que custou um pouco a arrancar quando o sinal abriu é justo, ora, estamos todos com pressa. Destratar a balconista por causa de um engano que ela cometeu é seu direito. Xingar as amigas e botar a bronca na conta da “intimidade”, tudo bem. Desligar o telefone na cara dos outros acontece. Bater portas, provocar ciúmes para vingar-se, dar rasteira na avó, deixar o cunhado falando sozinho, pomba, quem não?
Tenho bastante trabalho pela frente. Preciso aprender a fazer tudo isso a tempo de não virar uma mulher com todas as magoas retidas no peito, com todas as dores arquivadas para sempre na alma e com raivas silenciadas transformando-se num tumor. Aula de berro, tem? Aula de ofensa? Aula de escândalo? Acho que vou me candidatar a uma vaga.
O máximo que faço – e aceito que façam em mim – é colocar alguns dedos em feridas, já que isso dá resultado e pode ser feito com carinho. Mas vá encontrar alguém que aceite esse tipo de investigação sem considerá-la uma violência.
Enquanto não encontro meu lugar neste mundo de relações aos gritos, de amores brutos, de ringues familiares, seguirá me restando apenas o consultório do psiquiatra, o único lugar onde consigo travar a única briga que me parece evolutiva: eu versus eu.
Eu acho tão reconfortante a gente de vez em quando se ver refletida nas palavras de outra pessoa...
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Tags: aprendendo a brigar, artigo, blah blah blah, Freund, identificação, Martha Medeiros, viagens
(Re) começando
sábado, 29 de março de 2008
Sim! mais um weblog! Ainda vou bater um recorde... A cada ano que passa me supero mais! huahahah
Enfim... Ainda não faço idéia do que vai sair daqui, ou melhor, do que sairá da minha cachola para esta caixinha virtual de pensamentos que criei. Eu tava precisando só de um lugar para escrever que não fosse dentro do jornalismo que exerço. Soltar algumas idéias, comentar coisas, expressar interrogações... Bom, vamos ver, né? "Deixa a vida me levar..."
(...)
Neste momento eu deveria estar adiantando alguma das minhas 139 matérias (atrasadas) para o BM , ou pelo menos aquela cujas informações prévias eu trouxe para casa, mas quem disse que consigo? Não, é muito mais fácil ver um filminho, brincar com a Luna (traduzindo para os leigos: minha gata vira-lata), falar besteira no MSN, nerdar na net, fazer um blog novo e esperar o namorado que tem uma vida social extremamente mais saudável que a minha. Aliás, desde quando eu tenho uma "vida social", né? No máximo visito-a esporadicamente... huahauha
Enfim... eu tô é com saudade dos meus tempos vagabundos, viu?! Ôoo vidinha mais ou menos...
Só pra avisar, esse layout é temporário, enquanto eu não cato um melhorzinho na rede ou até que eu recupere todos os arquivos/programas que ficaram no computador bichado.
Agora o lindinho chegou ^^" (que melação! huahah) E nem tenho nada de útil para escrever por ora, então, me vou.
Hasta la vista, fantasmas
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Tags: blah blah blah, início, novo blog, recomeço
