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Coisas que só sabe quem é mulher

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Eu nem sabia, mas ontem foi o dia nacional da mulher. Sinceramente, acho desnecessário, tremenda besteira esse lance de "dia internacional" e "dia nacional"... a gente acaba se lembrando só de um mesmo.

Mas enfim. Nem era disso que eu queria falar. É que justamente ontem me deparei com dois ocorridos meio inusitados. Assim, "nada demais". Mas me deixaram pensando em como é difícil ser mulher...
(Não, prometo que não farei um post ultrafeminista quase-femista subversivo e revoltado contra os homens. Não desta vez :P)

O primeiro parece bobo, mas me deixou incomodada. Estava eu indo para o trabalho de 2016, quando uma moça, que estava sentada ao lado de um cara logo à minha frente, se levantou e sentou-se ao meu lado com uma cara meio irritada. Ao olhar para ela, a moça me explicou, por sinais, que o cara da frente estava roçando seu braço no dela proposital e incessantemente. Ela cutucava o sujeito, e ele nem aí... continuava se esfregando na coitada. É foda, viu... Tem gente que é muito sem-noção - principalmente nos ônibus! E não venham me dizer "ah, não é nada demais... Essas coisas acontecem, são normais", porque pra mim isso continua sendo um absurdo!

Bom, o segundo caso é mais comovente. Ossos do ofícios. Estou fazendo uma matéria sobre mulheres que querem engravidar mas ainda não conseguiram. A assessoria de um hospital conseguiu uma personagem para eu entrevistar, e eu caí na besteira (ou não) de ligar pra ela, ontem, às 19:10. Só que a mulher tinha moh história triste e, no meio da conversa, começou a chorar... Pior: eu também me emocionei com a história e chorei junto! Tentando resumir: ela tem 41 anos e seu maior sonho é ser mãe. Viu que não conseguia, e resolveu fazer vários tratamentos, tomar remédio e tudo mais... O problema é que anos depois ela descobriu que era o marido (e não ela) que era infértil - e quando ela soube disso, já estava com uma idade avançada para a maternidade.

A única solução, no caso dela, seria uma inseminação artificial. Mas de acordo com a profissional que a atendeu, o procedimento não sairia por menos de R$ 15 mil, dinheiro que ela não tem. Pra piorar a situação, ela teve que tirar um dos ovários por causa de um câncer, e tem medo de que o problema passe para o outro. Então ela está correndo contra o tempo. Olha, moh droga, viu? Ela diz que ninguém consegue entendê-la, que as pessoas banalizam esse desejo dela, e mais aquele papo de "se você não teve filho, é porque Deus não quis, e se deus não quis, é porque é melhor assim e você tem que ACEITAR". mas, como ela falou, ninguém sabe o que ela passa e o que sofre. É uma situação realmente delicada...
Não pude simplesmente agradecer e desligar o telefone. Eu ficaria ainda mais arrasada. Em vez disso, lembrei-me de um ótimo especialista em reprodução humana que já havia entrevistado e dei o telefone dele para ela. Era o mínimo que eu podia fazer, embora acredite que não possa fazer muito mais que isso.

A menos que uma alma infinitamente bondosa e caridosa, que habite o corpo de algum milionário, por acaso visite este humilde (e desabilitado) blog, se comova e queira ajudar... (ok, Nicky, vai sonhando!)

1 pensamentos alheios:

Anônimo disse...

Antes de mais nada, adorei o título lá em cima. Pensei nessa música não faz muito tempo... "These are the thoughts that go throught my head".

;)

Bom, vamos ao que interessa realmente!
Li tudo o que você escreveu e fiquei indignada com o que as pessoas fazem e falam sobre o desejo daquela mulher que você ligou e que quer de ser mãe.

Infelizmente, todo mundo sempre banaliza aquela vontade, desejo ou objetivo que a gente mais dá valor, né? É assim com todas as coisas.

Fiquei até triste por ela e compreendo que você tenha chorado junto. Acho que eu também choraria.

A gente é sensível e sabe como é.

Beijos,
Caju